Passei a minha vida inteira tentando descobrir sobre o que se tratava o tal amor. Até que um dia meu pai me apresentou um tal de Zé Ramalho, cara simpático: dizia que o sinônimo de amar era sofrer. Tempos depois conheci um tal de Leoni, ele tinha idéias meio masoquistas, querendo manter cada corte em carne viva, a dor em eterna exposição. Assim veio Cazuza, ele era meio doido, queria fornecer amor pela metade para não haver sofrimento, logo discordei, pois, se não existe tal entrega inteira, como pode então, haver tal sofrimento? Passado datas na minha vida entrou Drummond, com a idéia lógica e sensata de que o desperdício da vida está no amor que não damos, eu até fiquei com isso na cabeça. Em seguida entrou Zeca Baleeiro, na época em que eu estava mais sem graça que a top model magrela da passarela convencendo-me a sentir feliz porque no mundo tem alguém que diz que tanto me ama. Finalmente, descobri o tal amor. Foi maravilhoso. Logo de cara me encantei, mas depois pude descobrir que sinônimo de amar é sofrer, que só quem tem a honra de amar sofre, que os cortes ficam sim em eterna exposição por o amor ser algo muito marcante, e que por isso Cazuza diz que é fundamental a entrega aos poucos para não houver decepção; amor aos poucos, mas amor esse que Drummond disse que é essencial para sobevivência. E a felicidade do Zeca?
Guardo até hoje para continuar tendo forças para amar.
terça-feira, 2 de setembro de 2008
O amor
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